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Mercado de responsabilidade civil tem muito a crescer

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O mercado brasileiro de seguros de responsabilidade civil (RC) tem muito espaço para crescer. Com módica fatia de 5% do volume de contratos das seguradoras, os RCs chegam a representar a metade das apólices nos Estados Unidos e na Europa.

O diretor-técnico da Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABRG) e sócio do escritório Polido & Carvalho, Walter Antonio Polido, atribui a baixa proporção a dois ingredientes: a população assume mais e as empresas não estão criando produtos e buscando clientes com vigor necessário. Em entrevista ao Jornal do Comércio, Polido projeta a evolução das apólices e vincula a explosão recente dos RCs à busca de direitos pela população. O consultor aponta os emergentes seguros para cobrir perdas de decisões de executivos, os chamados D&O, como solução que brotou da atual crise e que veio para ficar.

JC Empresas & Negócios - Por que aumenta tanto a procura por seguros de responsabilidade civil no Brasil?

Walter Polido - A principal causa é o desenvolvimento da sociedade. Quanto maior a situação econômica mais as pessoas valorizam seu patrimônio e querem preservá-lo por meios seguros. Os profissionais ficam mais expostos no desempenho de suas atividades e os fabricantes de produtos também ante danos que podem causar a terceiros. Países economicamente mais fortes têm população mais consciente de seus direitos e que reclama mais.

Empresas & Negócios - O Código de Defesa do Consumidor (CDC) ajudou nisso?

Polido - O CDC é um divisor de águas. A lei é eficaz e motivou a sociedade na busca de direitos. Cresceu muito o número de organizações para buscar direitos. Isso não existia há dez anos. O acesso à Justiça aumenta também. São fatores que alavancam a contratação de seguros.

Empresas & Negócios - O que representam os seguros de RC dentro do setor no Brasil?

Polido - O ramo RC, sem considerar o de automóvel, envolve as mais diversas atividades comerciais e industriais e soma R$ 500 milhões, com sinistralidade de 49 a 50%, que é muito baixa. No exterior, a taxa é muito próxima a 100% ou até maior. Os patamares atuais são ainda muito confortáveis para as seguradoras.

Empresas & Negócios - Em quanto tempo esse cenário deve se alterar?

Polido - Será muito rapidamente. Em três anos, no máximo. Por conta da abertura do mercado de resseguros, todo o sistema nacional de seguros diretos também sofrerá sérias alterações. Seguradoras começam a se movimentar para oferecer novas linhas de produtos, mais sofisticados e com coberturas mais abrangentes. Sempre que as coberturas são maiores eleva a possibilidade de companhias serem acionadas, o que aumenta o sinistro.

Empresas & Negócios - E como é a busca das pessoas pela proteção?

Polido - Se somarmos todos os ramos de RC no mercado, não alcançam mais que 5% em relação ao conjunto das contratações. Essa não é a proporção em mercados mais desenvolvidos. Nos EUA e na Europa, os seguros de responsabilidade civil fazem parte da sociedade. É um dos mais importantes na arrecadação de prêmios e podem chegar a 50% ou mais do total de seguros. A média de indenização por morte em acidente de carro é de R$ 60 mil a R$ 100 mil no Brasil. Eu pergunto: quanto vale uma vida? Na Argentina, as apólices são de US$ 500 mil.

Empresas & Negócios - Preço é uma barreira ou o brasileiro gosta de correr risco?

Polido - Tem um pouco de tudo. O seguro é mutualismo. Quanto maior o volume de contratação, menor é o preço e vice-versa. Em razão de impunidade e baixos limites, os brasileiros preferem correr riscos. O brasileiro vê ainda o seguro como despesa e não como garantia do seu patrimônio.

Empresas & Negócios - Quais segmentos de RC se desenvolvem mais?

Polido - Riscos Industriais e de produtos para cobrir danos causados aos consumidores e profissionais. Este último envolve, por exemplo, má prática nas mais diversas atividades. A contratação é sempre discreta, pois a existência do prêmio pode valorizar a indenização em ações na Justiça. Áreas como saúde, direito e engenharia procuram mais. Em eventos, já há seguradoras que criam departamentos específicos. Por outro lado, é incipiente na área ambiental.

Empresas & Negócios - O crescimento dos seguros para executivos ante prejuízos provocados por decisões de diretores e que emergiram na crise se manterá daqui para frente?

Polido - Das crises aparecem soluções para muitos casos. O D&O (directors & officers) passou a ser demandado por empresários e administradores preocupados com seus bens privados. Uma das bases do seguro é proteger o executivo ante falhas do gestor, que pode ser alvo de processo de um acionista prejudicado, por exemplo. É comum hoje executivos colocarem como condição, para assumir um cargo, a contratação de D&O. Não interessa a vítima, mas o dano ser ressarcido.

Empresas & Negócios - Isso pode esconder incompetência dos executivos?

Polido - Não. O seguro é uma garantia a mais que o prejuízo não deixará de ser ressarcido. As pessoas também têm nome e zelam por ele. Executivos não tomarão decisões sem assumir riscos só porque têm seguro. A seguradora também tem instrumentos para avaliar se houve má intenção ou se o ato não foi deliberado.


Fonte: Jornal do Comércio RS

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